“Vão fechar o Orkut”

A clássica mensagem de spam/hoax que circula pelo maldito sistema de relacionamentos do Google, Orkut, pode ser fechado no Brasil. A notícia apareceu na Folha Online, citando fontes de dentro do próprio Google. Claro que o título da notícia foi redigida para maior impacto (o meu título também, antes que alguém reclame), já que o que é afirmado é que “não estão decartando nenhuma hipótese.

O cerne da questão é a falta de controle que o site tem. Existe um processo tramitando a muito tempo, com o ministério público querendo informações de internautas envolvidos em pedofilia e crimes na vida real. O Google Brasil se nega a entregar estes dados, dizendo que é necessário recorrer à justiça americanda.

O que eu vejo que deveria ser feito é dar poder aos donos das comunidades de “pontuar” os usuários. Se um usuário está mandando muito spam ou está postando mensagens fora da língua oficial ou tem postado pornografia/pedofilia, cada vez terá menos pontos. Cada ponto perdido significa que o usuário tem menos possibilidade de utilizar o serviço (digamos, não pode mais postar mass-messages ou não pode postar mais na comunidade, chegando até a não conseguir mais postar em comunidade alguma, em nenhum scrap e não podendo nem mesmo enviar testimoniais). Por postar mensagens aceitas pela comunidade, que gerassem discussão e que não tivessem nenhuma marca pelo moderador, os pontos seriam recuperados (ou até mesmo por moderação do próprio dono do grupo).

O problema com a solução acima é a difusão de perfis falsos e comunidades de uma pessoa só. Estas duas permitiram que, por exemplo, alguém criasse um grupo para pedofilia, onde cada usuário teria um perfil falso e todo mundo poderia postar o que quizesse, já que o próprio moderador deixaria esse tipo de coisa acontecer. Da mesma forma, um grupo de uma pessoa só, o próprio moderador iria recuperar os pontos de si (ou de outros, como uma comunidade “poste algo e ganhe um ponto”).

E, antes que alguém aponte algo, este sistema é muito similar ao sistema de moderação do Slashdot. Até que o mesmo conceito poderia ser utilizado, embora eu não veja como escapar dos perfis falsos ou comunidades absurdas (a não ser que os moderadores pudessem moderar estes inclusive).

A solução para a criação de comunidades ligadas à crimes seria um grupo de “super-moderadores” que vigiariam, por cima, comunidades (ao invés de ter que controlar, hoje, usuários de forma individual). Logicamente, chegamos ao velho bordão do “e quem vigia os vigilantes?” (Quis costidiet ipsos custodes?)

Sinceramente, o Orkut nasceu de uma boa idéia, mas foi deturpada ao máximo por quem não quiz prestar atenção nas regras. E, com certeza, esses dirão coisas absurdas do Google por fechar as portas ou colocar um controle ainda maior.

Cronologia da NET

[Vai em portugês mesmo que eu to muito indignado pra ficar postando isso em inglês]

Antes do meu aniversário (5 de agosto), eu pedi a mudança de endereço. A atendende disse que consultou a área técnica e que não haveria possibilidade de NET digital, Virtua ou NET analógica. Portanto pedi o cancelamento.

Três ligações do celular. Todas demorando mais de 15 minutos, o que levava a falta de créditos ou termino da bateria.

Nesse meio tempo, a GVT passou por lá para fazer a instalação, verificando que seria preciso fazer o ajuste do prédio. Durante a vistoria deles, eles notaram um cabo que, segundo eles, seria da NET. Logo, havia sim possibilidade de instalação da NET. Essa foi a primeira mentira.

Liguei para a NET aviso-os do fato. Nesse ponto, a atendente verificou que como havia outros prédios com NET, então eu também poderia ter, mas não havia Virtua. Logo, eu pedi a transferência da NET (para ter algo decente para ver na TV) e o cancelamento do Virtua. A ligação foi passada para o setor de atendimento especiais, pois eu ainda tinha um plano de fidelidade como Virtua. Ao ser atendido, o técnico me disse que poderia ser feito o ajuste da rua e eu poderia ter Virtua. Essa foi a segunda mentira.

Ainda era preciso fazer a vistoria do prédio, o qual só poderia ser feito durante o período comercial. Combinei para uma quarta-feira durante o período da tarde. Sai do trabalho mais cedo e passei a tarde inteira esperando o técnico, que não apareceu. Ao ligar indignado para o atendimento, fui informado que havia uma informação do técnico responsável indicando que ele havia entrado em contato avisando que não poderia comparecer no horário combinado. O técnico jamais falou comigo. Essa foi a terceira mentira. Fui informado que o setor responsável iria entrar em contato para agendar novo horário. Essa ligação nunca aconteceu.

Ao entrar em contato mais uma vez com o atendimento, fui informado que a ligação foi cancelada por não ter a informação de síndico ou zelador. Informei a NET que o prédio não tem nem síndico nem zelador e que a imobiliária é quem gerencia essa parte. Informei o telefone para que eles falassem com a imobiliária pra ver se eles (imobiliária) iriam fazer alguma coisa.

Segunda-feira a NET entra de novo em contato comigo, informando que a imobiliária indicara que o próprio inquilino é o responsável por essa parte. Ou seja, eles teriam que ter agendado isso comigo, como estava sendo feito desde o começo (e, portanto, a tal ligação que foi cancelada deveria ter sido realmente feita). Como o técnico não havia aparecido, os atendentes me informaram que a próxima visita poderia ser feita após o horário normal (aparentemente, a quarta mentira, pois até o momento me informaram que não poderia ser feito fora do horário normal ou no sábado, como eu estava pedindo). Insisti neste ponto, e eles ficaram de entrar novamente em contato, o que não aconteceu até hoje.

Liguei novamente para a NET pedindo informações. Segundo consta nos cadastros deles, o técnico Gerson falou com o “síndico do apartamento 6”, informando que precisaria verificar a tubulação onde passam os fios. Não havia nada agendado para quando isso seria feito. É completamente incompreensível que eles tenham falado com o síndico de um prédio que não tem síndico! Pra mim, mais uma mentira, a quinta.

Quase 3 horas de ligações telefônicas (ou talvez mais), 3 semanas de espera, 4 horas de trabalho perdidas esperando um técnico que nunca apareceu e 5 mentiras descaradas. Eu ainda estou tentando transferir a NET por causa do Virtua, que tem um custo bem mais baixo que a concorrência. Mas se é pra ficar me incomodando desse jeito, eu prefiro pagar mais e não ter que aturar essa trupe de mentirosos e incompetentes.

Edit 1: Pensei em passar isso para outros canais. Um dos lugares que pensei foi a ouvidoria da NET mas, depois de preencher todos os dados corretamente, recebo a incrível mensagem de que “o email deve ter 4 caracteres”, sendo que eu digitei meu email completo. Depois eles não conseguem entender porque tanta gente reclama.

Music power

There is something inside some songs that I can quite explain. Sometimes, I just listening to some song and, as it finishes, I feel some urge to hear it again. Then I go after the lyrics, ’cause when I hear the music, it all feels just like one single thing, undistinguishable from the rest. And, reading them, I finally realize there is something related to my life.

The fist memory from something like that was “When the Tigers Broken Free”, by Pink Floyd. At the time, my relationship with my father wasn’t something you could call “perfect”, but we both tried to improve it. Today, I can hear the same song without the strong emotional impact I had at the time (as, in the same way, our relationship improved a lot).

A few days, “Marathon”, by Rush, was playing a lot with my head nonstop. A race? Maybe. I really running after what I want and I’ll not give up so fast, as the music says.

And, five minutes ago, I felt in love with “Time Stand Still”. And, after seeing the lyrics, I really saw it fit on what I’m thinking.

I really believe there is something hidden inside a music. You like one because there is something hidden there that connects to you, even if you don’t realize what it is.

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Debate? Que debate?

Ontem a noite, a TV Com, braço “pobre” da RBS, apresentou o debate com os candidatos a governador do estado. O formato do programa foi bem parecido com o debate apresentado pela Band com os candidatos a presidência.

O que foi igual: a mesma fuga das questões, saindo pela tangente sempre que confrontados com alguma questão sobre erros do passado ou sobre um assunto que eles não estavam preparados. O único que admitiu que cometeu alguns erros foi o Olívio. Fico imaginando se isso arranhou a sua imagem ou se deu uma perspectiva melhor quando ele adicionou que “temos que aprender com os erros do passado”. Ele chegou a dizer a mesma coisa do governo Rigotto. Se ele realmente aprendeu, aí é uma questão de “vamos ver”. Alias, Olívio parece ter adotado o mesmo “slogan” do Lula e era todo “Olívio paz e amor”.

O que foi diferente: ao contrário do tom amigável do debate dos presidênciaveis, o debate dos governadores foi extremamente agressivo. O candidato do PSOL não perdia uma oportunidade para tentar ridicularizar os demais candidatos; Yeda quase saiu no braço com outros três candidatos. Lazier Martins, como apresentador do programa, estava mais interessado em cortar os candidatos que deixar que o debate continuasse, ao contrário do Ricardo Boechat, que entrava de leve quando o tempo terminada, mas não forçava a barra; mais de uma vez, Lazier cortou candidatos quando estes ainda tinham tempo.

No geral, um candidato que realmente perdeu no meu conceito (se é que ele tinha algum) foi o Alceu Collares. Ele pareceu o tempo todo desconectado da discussão, perdido em pensamentos, olhando pro teto… Acho que, em vários momentos, ele se perguntou “O que eu estou fazendo aqui?” Yeda também não foi muito bem: ela já tem um jeito de arrogante e, quando perdia a compostura ao ser pressionada, ficou ainda mais com uma cara de descontrole emocional. Terrível, terrível.

Quem melhorou um pouco foi o Rigotto. Pra ser sincero, até hoje eu acredito que ele não fez nada enquanto esteve na cadeira de governador, mas ele listou vários fatos que foram feitos no seu governo, como a redução do ICMS para alguns produtos, inclusive o pão francês. Não que o preço do pão francês tenha caido por isso, ou que a indústria calçadista tenha se recuperado devido a estas reduções, mas ele fez alguma coisa, pelo visto.

Outra coisa horrível foram os jornalistas convidados. Nenhum parecia estar realmente interessado em perguntas próprias. Era como se eles tivessem um roteiro pronto, feito por uma outra pessoa, dizendo “pergunte sobre tal assunto”. Não teve nenhum que chegou a ponto do Franklin Martins no debate dos presidenciáveis que fez uma simples afirmação e deixou Alkmin sem palavras. Os jornalistas da RBS se esforçavam para ficar aparecendo na frente da camêra ao invês de ir direto ao cerne da questão. Paulo Santana pra fazer perguntas? Ele ficava mais viajando, correndo em círculos ao invés de fazer a pergunta de uma vez. Acho que em todas as vezes ele estourou o tempo pra fazer a pergunta.

Agora, apenas para esclarecimento, todas as vezes que eu escrevi debate no texto acima, eu deveria ter colocado “debate”. Porque debate propriamente dito não aconteceu. Essa mania de ficar fugindo ao ser pressionado ou ficar fazendo perguntas sobre o que passou é o que realmente mata esses debates. Todas perguntas deveriam começa com “Senhor candidato, o que diz o seu plano de governo sobre o assunto…”

Acho que o único programa aproveitável dessa leva foram as entrevistas que o Jornal Nacional fez com os candidatos. Eles sabiam onde estavam os pontos fracos dos planos de governo e exploraram isso ao máximo. Por mim, poderiam haver mais desses programas.

Thoughts from a crazy night

After some talking about the “Snakes On a Plane” movie, I came with just one question…

[WARNING! It may look offensive if you don’t have a sense of humor]

“Have you ever realized that every father is a mother-fucker?”