(Mais Uma) Pequena Saga das Coisas Mal Explicadas do Banco Brasil

No dia 29 de Março decidi que iria ver o filme “Batalha de Los Angeles” depois de ir a minha consulta semanal ao psicolólogo. Infelizmente, não tinha dinheiro suficiente para pegar o táxi, mas como há uma agência do Banco do Brasil próximo ao consultório, não era nada grave.

Cheguei na agência, me dirigi ao caixa de auto-atendimento, passei o cartão, digitei um valor que me deixaria tranquilo para o resto da semana (e talvez ainda da próxima, já que não gasto tanto assim) e foi surpreendido pela mensagem de que não havia fundos suficientes na conta. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi “caguei nos cálculos dos gastos”. Em outras palavras, consegui usar mais do que tinha.

Tirei um extrato para ver o que havia acontecido. O extrato mostrava que no dia 18, R$ 10.000 foram movidos da minha conta corrente para uma conta de aplicação, o que é deveras estranho por si só, já que nunca autorizei tal transferência, deixando a conta com um saldo de apenas R$ 55,00. Pior: No período entre a transferência e o dia em que descobri o rombo, bateram na conta o pagamento de fundo de previdência que tenho e mais o cartão. Assim, não só o restante do dinheiro na conta foi varrido, como também passei a utilizar o limite da conta. Fiz uma transferência de valores do fundo de volta para a conta para que, pelo menos, o fundo de previdência e o cartão pudessem ser pagos.

No dia seguinte liguei para minha agência. O gerente me informou que devido à um processo que o banco perdeu pode deixar o dinheiro parado em contas, várias contas tiveram a transferência automática para o fundo de aplicação, mas que o resgate automático deveria estar abilitado e que ele iria “ter que bater em algumas pessoas” já que isto não acontenceu com a minha conta. Ele iria verificar o que aconteceu e me retornaria a ligação em 15 minutos.

2 horas depois (nada de anormal aqui, diga-se de passagem), o gerente do banco me liga informando que o resgate automático foi devidamente ativado e que os valores cobrados no período seriam retornados a minha conta. Perguntei se o plano de previdência e o cartão haviam sido cobertos pela transferência que eu fiz no dia anterior (à noite, quando percebi o problema).

Agora começa a parte engraçada da coisa.

Aproveitando que estavamos falando da questão desta transferência, perguntei como seria a próxima: Seria num período prefixado, ou quando a conta atingisse um certo limite? Resposta: Não, a transferência não seria mais feita automaticamente, somente quando eu fizesse a aplicação eu mesmo.

Aí fica a pergunta: Se a transferência ocorreu por causa de um processo, este não teria que ser permanente? Se não é permanente, porque ele aconteceu, para início de conversa?

Ainda vou ligar pro SAC para pegar mais explicações, mas estou presentindo que há algo de podre nessa história toda.