Uma Lição de VIM #15.4: Plugins – Commentary

(Essa é a parte em que automatizamos a técnica de sumir código sem sumir com o código.)

O quarto plugin da lista de plugins é Commentary.

Como de costume, para instalar, você pode baixar o conteúdo do repositório acima para dentro do seu ~/.vim/ (o diretório, não o arquivo de inicialização) ou usar o Vundle:

Bundle ‘tpope/vim-commentary’

Commentary não é um plugin visual, o que significa que, mais uma vez, depois de instalado você não verá nada de novo.

O que o Commentary faz é adicionar um atalho para comentar linhas de código, baseado no tipo de arquivo atual. O atalho é \\{movimentação} ou \\\ para comentar a linha atual (ou você pode entrar em modo visual para selecionar as linhas e fazer \\ e a parte selecionada vai ficar comentada); para descomentar, basta fazer a mesma coisa (ou seja, se o pedaço selecionado não estiver comentado, ele será comentado; se já estiver comentado, o comentário será removido.)

E era isso.

A única ressalva aqui fica por conta de um comportamento padrão do VIM: O VIM tem apenas um tipo de arquivo (definido com :set filetype={sintaxe}) que vale para todo o arquivo. Assim, se você estiver usando a sintaxe de HTML, Commentary provavelmente não irá comentar seu código JavaScript corretamente. A coisa fica pior se você estiver editando um arquivo com sintaxe de template, já que o tipo de arquivo é o template, não HTML ou JavaScript ou CSS.

Ainda, aproveitando o gancho, existem sintaxes e sintaxes. Algumas sintaxes são antigas e estão definidas de uma forma que o VIM perde o contexto do código apresentado e apresenta com a coloração errada (andar no texto em direção ao começo do arquivo, com [PageUp], normalmente resolve esse problema, pois o VIM encontra um ponto onde a sintaxe volta a fazer sentido). Por exemplo, a sintaxe “htmldjango”, que funciona também para arquivos Jinja2 tem a leve tendência de se perder em arquivos muito longos; usando uma sintaxe externa para Jinja2 (usando :Bundle 'Glench/Vim-Jinja2-Syntax') esse problema não acontece.

Então lembre-se: Se a sintaxe “pirar”, voltar um pouco para o começo do arquivo deve resolver (e, depois disso, o VIM carrega o contexto a medida que você for voltando para o ponto original) e sempre verifique se não há um arquivo de sintaxe que corresponda melhor às suas necessidades.